terça-feira, dezembro 26, 2006

Cheiros de África - Expedição Braga Luanda 2006


Está disponível o livro com fotografias e pequenos excertos do Diário de Bordo da Expedição Braga-Luanda 2006.

É uma pequena forma de procurar registar e partilhar com os que me são próximos a viagem que empreendemos e que, de certo, não deixará de ficar na memória de todos. Além de, obviamente, de me ter dado muito prazer reviver todos os momentos passados.
Assim, de forma a manter essa memória viva e procurar fazer mais do que um amontoado de fotografias, optei por lhe dar o formato de livro e nela introduzir alguns pequenos textos.
Quem pretender um exemplar poderá adquiri-lo na livraria Culturminho, sita na Rua de Santa Margarida, n.º 225, em Braga ou solicitados directamente para o nosso email (
bragaluanda2006@gmail.com).

Reportagem SIC Expedição Braga-Luanda 2006

A reportagem que passou na SIC sobre a expedição pode ser vista aqui:
Expedição


De Braga a Luanda em 28 dias
08-10-2006

quarta-feira, setembro 20, 2006

DE CABINDA A LUANDA

Emoções em Angola

Ao Mundo Português, Nuno Albuquerque relatou os últimos dias da expedição, passados em solo Angolano. Já em Braga, recordou as emoções vividas por todos os membros da expedição, principalmente para aqueles a quem, a chegada a Angola, soube a regresso...

Como foi a entrada em Cabinda?
Entramos em Cabinda (dia 21 de Agosto) e fomos recebidos pelas autoridades militares que já estavam avisados da nossa chegada e facilitaram um bocado essa parte. Depois de alguns contactos que localmente fizemos, ficamos a saber como estava a situação no Rep Democrática do Congo e sobre a melhor forma de o atravessar. Surgiu a oportunidade de atravessarmos no ferry que faz a ligação Cabinda Soyo. Tendo em conta as condições da estrada e a estabilidade que se vivia na República do Congo, optamos pelo ferry
No dia 23 de Agosto fomos de ferry ate ao Soyo e ainda fizemos uma parte do percurso ate Luanda. Fomos dormir a aldeia de Quinzau, onde tivemos uma noite fantástica. Tivemos as crianças da escola a dançar e cantar connosco com uma batucada Tivemos festa ate ás tantas.

Dali ate Luanda, como foi o resto do percurso ?

Na quinta-feira (dia 24), fizemos a etapa de ligação Luanda, tendo parado na Missão Católica do N’Zeto e onde distribuímos parte do auxilio que levamos – material didáctico e medicamentos. Na Missão não sabiam que lá amos e foi surpreendente
Primeiro paramos numa escola onde distribuímos algumas coisas, depois paramos na igreja da Missão e agradeceram muito. Explicamos a razão do gesto, que com poucas coisas se calhar podemos ajudar muito. Nesse dia completamos então a ligação a Luanda onde chegamos já ao cair da noite. A estrada estava em muito mau condições o que atrasou um bocado a ligação. Perto de Luanda, tínhamos dois batedores da policia à nossa espera, que nos conduziram durante cerca de 20 quilómetros, ate à Marginal, na Baía de Luanda. Foi se calhar a única forma de entrarmos em Luanda àquela hora, quando o trânsito é um pouco caótico.
Foi muito bom termos tido essa recepção. Na Marginal já estava prepara a logística para nos acolher, num parque de estacionamento junto ao Comando Central da Polícia da Luanda. Tínhamos várias pessoas à nossa espera: pessoas que tinham acompanhado a expedição através do blog, pessoas conhecidas, a comunicação social, os representantes da Mota Engil.
A partir daí, acabamos por relaxar um bocado em Luanda O descomprimir dos últimos dias, foi muito importante. Estivemos lá sexta (25 de Agosto), sábado (26) e domingo (27) e foi preciso relaxar um bocado. Passeamos em Luanda, os que não conheciam a cidade aproveitaram para o fazer ou que já tinham vivido em Luanda acabaram por rever alguns locais. Eu não tinha muita noção de Luanda, porque a minha vida foi toda centrada no Lobito. Curiosamente, depois de estar em Luanda, tive alguns «flashes» de situações que vivi em Luanda. Por exemplo, lembro-me perfeitamente de ter ido jantar a um restaurante que ficava num prédio alto e lembro-me de estar lá e ter tido essa visão. Mas por exemplo, o Pedro Azeredo, que nasceu e viveu em Luanda, foi ver a casa dele, na zona de Alvalade, que hoje esta ao lado da embaixada da Rússia.
Na sexta-feira (25 de Agosto) tivemos a oportunidade de irmos a um programa da Televisão Pública de Angola (TPA) chamado «Janela Aber ta», onde contamos um bocado das nossas aventuras e tive mos ate bastante tempo de antena, cerca de 15 minutos. Em termos de programação não tínhamos nada agendado previamente A nossa agenda foi um bocado gerida pela Mota Engil e pela comunicação sacia. Um dos nossos anfitriões, o Sr. Vidal, disponibilizou nos o seu barco para darmos um passeio pelo Mussulo, passamos quase todo o dia de sábado (26 de Agosto) a passear de barco, pela baía Luanda, fomos almoçar ao Mussulo demos uma volta enorme, tomas até ao Morro dos Veados, a zona de Viana.
Havia muita curiosidade em relação à expedição?

Havia, porque a televisão em Cabinda tinha filmado a nossa passagem. Sentimos essa curiosidade porque, por exemplo, à noite quando fomos «beber um copo (em Luanda) as pessoas foram falar connosco. Reconheceram-nos e deram os parabéns. No aeroporto, quando saímos os responsáveis e outras pessoas falaram-nos e deram os parabéns. Foi uma reacção da qual não estávamos à espera. As pessoas estavam de alguma forma surpreendidas porque, por um lado, demonstramos, provamos que e possível ligar Angola à Europa por terra.
Que impressões trouxe de Angola?
Não consegui ir ao Lobito Mas a impressão com que fique daquilo que vi é que Angola está numa fase de reconstrução muito grande e positiva. Eu diria mesmo que, apesar de estar a sair de um longo período de guerra, e ainda haver muito para se fazer, vê-se Angola a «mexer». Está quilómetros à frente do resto dos países de Africa que nós atravessamos. Nota-se nas pessoas. Passámos nas aldeias e víamos as escolas todas restauradas, abertas. As crianças uniformizadas, a virem para casa ao fim do dia. Isso urna das coisas que mais me impressionou. Angola está cada vez mais de transformada num estaleiro de obras, com zonas novas a construir. E no resto, vê-se um potencial enorme. Acredito que daqui a dois, três anos, Angola vai estar irreconhecível, vai dar um grande avanço. Há a noção de que as coisas estão a ser reconstruídas, vê-se nas estradas, na cidade Luanda tem uma zona nova - Luanda Sul — que esta completamente em obras, com urbanizações noves Em Cabinda vimos as fachadas das casas a serem pintadas, varredores a varrerem as ruas e a limpar as sarjetas. Nota se que há preocupações que, neste momento começam a fazer com que o pais mude. Nota-se também que há muito a fazer. Passamos, por exemplo, por uma zona de lambris onde estavam a fazer desminagem. Também se nota uma grande estabilidade a nível das autoridades. Aquilo que nós nalguns países sentimos mais, a pressão dos militares, da policia, ao longo da estrada, em Angola, não sentimos manifestamente. Isso criou, entre todos, uma situação de junto conforto
Isso significa que Angola poderá ser destino de outra expedição?

Significa que está no bom caminho, o que para nós é gratificante. Em termos de novos projectos, obviamente depois de termos feito esta viagem, claramente ficamos com a ideia de que Angola poderá ser um destino em termos futuros. Para mim, fica por tazer uma viagem ate ao sul de Angola.
Ana Grácio Pinto
In O Mundo Português, Edição de 15.09.2006

sexta-feira, setembro 01, 2006

Uma mensagem que deve ser pública - Obrigado

Ao longo de todos estes dias temos recebidos várias mensagens. Algumas sob a forma de comentários no blog outras directamente para o nosso email.
Contudo, há uma que, apesar de ter sido privada, tem que ser tornada pública. Não só porque simboliza todo o apoio e carinho que nos foi dado em Angola (e não só...) mas, igualmente, porque nela quero fazer reflectir o nosso obrigado a todos os que nos receberam em Angola: o Sr Maia (sem esquecer os demais os responsáveis e colaboradores da Mota-Engil que foram inexcedíveis), o meu irmão Pedro, o empoeirado Paulo Arroteia, o Mário e muitos outros. A todos o nosso obrigado.
De: GimnoBraga Braga [mailto:bragaluanda2006@gmail.com]
Enviada: sexta-feira, 1 de Setembro de 2006 8:31
Para: vidal ...
Assunto: Re: FIM

Caro Vidal

Antes de mais deixe-me aproveitar esta oportunidade para, em meu nome pessoal e de todo o grupo, agradecer toda a disponibilidade manifestada e o excelente acolhimento que nos foi dado. Foi, de facto, muito bom não só poder contactar convosco mas, em especial, receber a sua amizade e o passeio que nos proporcionou.
O grupo chegou todo bem e, desde então, parece-me que todos apenas se preocupam em repor as vidas pessoais e profissionais em dia. É normal, depois de um mês fora...
Quanto a um regresso, pode estar certo que, alguns de nós, de uma forma ou de outra, haverão de voltar...
Um abraço e obrigado

Nuno Albuquerque
On 9/1/06, vidal...> wrote:
Alô civilizados (agora já não há mais poeira).
Espero que o avião não tenha apanhado muintos buracos e que a poeira que levaram daqui, mesmo infectada e a cheirar mal, seja preciosamente guardada.
Lamento não ter havido tempo para verem mais de Angola mas como já beberam água do Bengo terão que voltar.
Agora só falta editar um livro ou DVD sobre a viajem.
(...)
Kiamboté ou até à próxima.
JV

quinta-feira, agosto 31, 2006

Fotos - Burkina Faso


ROSTOS DE ÁFRICA - MAURITÂNIA



As fotos dos participantes II














Pedro Azeredo, Costa Pereira e Manuel Rodrigues

Diário de bordo - a parte em falta


O diário de bordo não está completo. Ainda. Sabemos disso e não nos esquecemos. Não se trata de qualquer falta de respeito por quem acompanhou e vibrou com a nossa aventura. Não nos esquecemos o quão importante foi, por vezes, sabermos que nos seguiam deste lado.
É, aliás, do nosso interesse completar o diário de bordo. Até para podermos registar as últimas impressões da viagem.
Contudo, depois de um mês fora de casa e dos afazeres profissionais, quando regressamos não é fácil responder a todas as solicitações. E como, infelizmente, o dia não deixou, no entretanto, de ter apenas 24 horas, às vezes não é possível chegar a todo o lado.
Podem estar certos que não nos vamos esquecer de partilhar até ao fim tudo o que vivemos.
Sem prejuízo, desde já o nosso obrigado a todos quanto nos seguiram ao longo daqueles dias bem como pela força que nos procuraram transmitir.

As fotos dos participantes I

Para já, aqui ficam algumas fotos dos participantes.
NUNO ALBUQUERQUE e JOSÉ MENDES
MIGUEL FERREIRA DA SILVA
MÁRIO PINTO
VICTOR ESPERANÇA e JOSÉ MENDES
ANTÓNIO CUNHA
CASIMIRO CUNHA

JOSÉ CARLOS MIRANDA e JOAQUIM SILVA

domingo, agosto 27, 2006

Regresso!


Do aeroporto 4 de Fevereiro os expedicionários tomarão o avião que os trará de regresso à realidade do dia a dia.
Contamos com eles amanhã dia 28 bem cedo e depois que se preparem para falar, queremos saber todos os pormenores.

sábado, agosto 26, 2006

Notícias de sábado dia 26



Pois é, ainda não é o "chefe Nuno" que escreve... Ele e os outros expedicionários "perderam-se" na praia do Mussulo, perderam-se nas palmeiras, nas lagostas e pelos vistos também no pôr-do-sol!
Quando lhe disse hoje que os "admiradores(as)" querem o blog escrito por ele, respondeu:
- Tou muito ocupado a... comer lagosta! Tamos no Mussulo..."

Pouco depois nova sms:
- Isto tá mto difícil. Tamos a ser tratados que nem lords...

No comments... Deliciemo-nos com as fotos!

sexta-feira, agosto 25, 2006

Imagens de Luanda para os saudosistas!




Pelos vistos este blog tem sido visitado também por saudosistas da Luanda de outrora, que a de hoje deve estar bem diferente.
Então, para esses saudosistas e depois, também para os expedicionários matarem saudades, aqui vão umas fotos da Marginal.

Entretanto os expedicionários, depois duma noite retemperante num seguro condomínio fechado da Mota-Engil, tiveram hoje direito a 15 minutos na Televisão Popular de Angola. Fama obriga... ou, gente fina é outra coisa!

Chegaram!

Os expedicionários chegaram a Luanda ontem, 5ª feira, ao final da tarde em grande estilo, com dois batedores da polícia a abrir caminho. Estavam muito felizes e pouco depois tiveram um "modesto" jantar de lagosta... Vida difícil :-)))))))))))))

Sabemos que a Agência Lusa já deu a notícia que saiu em vários jornais, nomeadamente no "Diário do Minho", diário da cidade de Braga donde partiu o grupo.

Esperamos que hoje já seja o Nuno a fazer a actualização do blog e entretanto aqui deixo a saudação dos mais de 6.000 visitantes do blog!

O regresso a Portugal está previsto para a próxima 2ª feira.
Que sejam bem-vindos!